|































|
|
| Nº de peças no lote |
Número de amostras
(colhidas ao acaso) |
Limite de peças
fora do standard |
| 1 a 10 |
todas |
0 |
| 11 a 200 |
10 |
1 |
| 201 a 300 |
15 |
1 |
| 301 a 500 |
20 |
2 |
| 501 a 800 |
30 |
3 |
| 801 a 1300 |
40 |
3 |
| 1301 a 3200 |
55 |
4 |
| 3201 a 8000 |
75 |
6 |
| 8001 a 22000 |
115 |
8 |
| 22001 a 100000 |
150 |
11 |
*Lote: pedido total de um cliente ou parte do pedido que está sendo entregue
Norma ABNT NBR 6599 - Alumínio e suas ligas, processo e tecnologias
Esta norma define o processo de anodização a ser utilizado para arquitetura e liga de alumínio a ser usada;
perfis série 6000 (ex.: ligas 6060, 6063, etc.) e lâminas série 1000 e 5000 (ex.: ligas 1100, 5052, etc.).
Como a anodização é a transformação superficial do alumínio em óxido de alumínio, esse processo exige uma
liga praticamente pura (98,5% Al) tanto para laminados como extrudados.
Norma ABNT NBR 9243 - Determinação da qualidade da selagem da anodização peleo método de
perda de massa:
Esse método verifica o fechamento dos poros (selagem) da camada anódica, seja ela anodizada, natural ou colorida.
Consiste em um teste destrutivo que verifica a qualidade da selagem através da perda de massa, sofrida por uma amostra
com área determinada, que é pesada analíticamente antes e depois de sua imersão numa solução ácida (fosforocrômica),
cuja propriedade é remover a camada anódica caso a mesma não tenha selagem. A camada anódica terá uma selagem
adequada se a perda de massa não for superior a 30mg/dm2 (= 0,30mg/cm2)
Norma ABNT NBR 12613 - Determinação da qualiade da selagem na anodização por absorção
de corantes:
É um teste não destrutivo que averigua se a camada anódica absorve o corante azul 2LW ou vermelho B3LW, após
um ativamento ácido. Quanto menor o manchamento, melhor a qualidede da selagem. Por isso, a cor residual obtida
no local de ensaio deve ser comparada com as tonalidades-padrão mostradas na tabela existente na norma, a
qual contém seis graduações, de 0 a 5:
- Manchamento Zero; selagem total (excelente)
- Manchamento Um; selagem muito boa
- Manchamento Dois; selagem satisfatória*
- Manchamento Três; selagem deficiente
- Manchamento Quatro; selagem ineficaz
- Manchamento Cinco; selagem inexistente (não selada)
* A intensidade de manchamento do corante é considerada aceitável se for inferior ou iagual a 2. Em caso
de dúvida recomenda-se utilizar a norma ABNT NBR 9243
Norma ABNT NBR 12610 - Determinação da espessura da camada anódica pelo
método de corrente parasita:
É um método não destrutivo para averiguar a espessura da camada anódica utilizando aparelhos que, através
de iondução de corrente, geram um campo eletromagnético de alta frequência, produzindo correntes parasitas no
metal base (alumínio), cuja amplitude é interferida pela espessura da camada anódica (não condutora), e
expressa diretamente em micra. Estes aparelhos de medição deverão apresentar estabilidade nas leituras, mesmo
para pequenas variações na condutividade do material.
Obs: Esta norma menciona que a rugosidade do perfil pode provocar divergência na leitura obtida, e também que
o aparelho calibrado em superfície plane não pode medir superfície curva, e vice-versa.
Norma ABNT NBR 12611 - Determinação da camada anódica atravéz da utilização de
microscópio metalográfico:
É um mátodo destrutivo que determinaa espessuara local da camada anódica, através de medidas diretas e
individuais, utilizando-se de um microscópio metalográfico com uma amplitude de 1:1000 na seção transversal
da amostra, onde efetua-se a medida.
Antes da ampliação, a seção transversal deverá ser embutida em baquelite e posteriormente é feito um polimento
no sentido baquelite > camada anódica > alumínio, evitando assim que o alumínio, por ser um metal mole,
remonte sobre a camada anódica e interfira na leitura.
Obs: Este teste não serve para medir espessura anódica inferior a 8 micra, no entanto, é usado como referência
para peças medidas com aparelho de indução de corrente (ABNT NBR 12610).
Norma ABNT NBR 12612 - Determinação de resistência ao intemperismo acelerado
da camada anódica colorida, "Solidez à Luz":
A anodização colorida deverá restir, no mínimo, 600 horas de exposição a raios ultravioleta, produzidos por
lâmpadas especiais, cujo comprimento das ondas durante o teste gira em torno de 313 nanômetros.
A amostra deverá ficar distanciada 190mm da fonte emissora, e sua temperatura não deverá exceder 90ºC.
Obs: Quanto maior o comprimento das ondas, menor a intensidade do raio ultravioleta.
As normas NBR aqui mencionadas, são instrumentos de suficiência internacional, para a determinação da qualidade
e conformidade dosprodutos anodizados para fins arquitetônicos, pois foram baseadas nas normas ISO
(International Organization for Standardization).
CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS COM AS ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO ANODIZADO DURANTE OBRAS E SUA CONSERVAÇÃO
POSTERIOR
Argamassas:
Cuidados especiasis devem ser tomados quando a instalação das esquadrias se deparar com a obra em fase de
reboco ou com seus resíduos aquosos (infiltração de laje). Estes causam danos irreversíveis em contato com
as superfícies anodizadas. Como prevenção, os caixilhos de alumínio anodizado deverão estar protegidos
temporariamente até o término na obra, sendo o produto mais usado a vaselina em pasta que, quando
aplicada, deve-se tomar os devidos cuidados com as guarnições EPDM, as quais são frágeis (ressecam ou
esfarelam) a produtos orgânicos, principalmente solventes. Fita adesiva poderá ser utilizada, desde que tenha
a garamtia do frabicante de não ressecar ou de aderir demasiadamente em presença de raios solares
(ex.: fita 3W 25X, da 3M).
Ácidos:
No término da obra é muito comum o uso de ácidos muriático e fluorídrico como agentes de limpeza para
fachadas e pisos, por isso, todas as esquadrias próximas deverão ser protegidas (vaselina em pasta),
pois os ataques desses produtos podem remover a anodização dos caixilhos.
Obs: A lavagem de fachadas devem ser feitas antes da colocação dos caixilhos de alumínio.
Limpeza:
Ao término da obra, a remoção da vaselinha em pasta e a limpeza dos caixilhos, para revisão e entrega dos
mesmos, faz-se com panos e flanelas umidecidas em solventes orgânicos (água-raz, thinner, etc.), tomando
os devidos cuidados com as guarnições EPDM, frágeis a esses solventes. Posteriormente, lava-se com detergente
neutro - 5% em água - e esponja macia.
Manutenção:
A conservação dos caixilhos estão diretamente ligadas à manutenção, necessária conforme a agressividade da
zona onde foram aplicados. Utiliza-se 5% de detergente neutro diluido em água, aplicado com esponja macia.
Como por exemplo, podemos citar:
- Zona Industrial, agressividade excessiva, limpeza trimestral;
- Zona Marítma, agressividade alta, limpeza semestral;
- Zona Rural/Urbana, agressividade baixa-média, limpeza a cada 18 meses*.
* Nos grandes centos urbanos recomenda-se limpeza anual.
Obs: A norma ABNT NBR 12609 salienta que Zonas Marítimas (cloro) e Zonas Industriais (enxofre) apresentam
alta agressividade, e que a deterioração da camada anódica dependerá do nível de frequência em que é feita
a limpeza, pois a deposição de detritos aumenta as condições de corrosão provocadas pelo cloro e o enxofre.
Em obras que o nível de limpeza é muito prolongado, é aconselhavel que após a limpeza se aplique cera
abrasiva ou automotiva tipo Grand Prix.
Este processo é dividido em 3 etapas:
Pré Tratamento
A aderência da tinta sobre o alumínio depende da qualidade do pré-tratamento, que por sua vez é dividido em
3 etapas:
- Desengraxamento, onde efetua-se a limpeza do perfil de alumínio;
- Neutralização, onde se neutraliza a solução alcalina do desengraxante;
- Cromatização, responsável pela aderência da tinta sobre o alumínio, forma em sua superfície uma camada
amorfa de óxido de cromo ou fosfato de cromo, que, por ser poroso, aumenta a aderência da tinta sobre o metal,
além de protegê-lo contra corrosão.
Obs: A espessura mínima da cromatização especificada pelas normas européias é de 0,4gr/m2.
Aplicação da Pintura Eletrostática a Pó
Através de pistolas especiais, a tinta em pó "Poliester" é carregada eletrostaticamente e depois
descarregada sobre o alumínio (que está aterrado), depositando, assim, a tinta em pó, sobre o metal que fora
previamente cromatizado.
Existem dois tipos de aplicação:
- Tribomática (energiza por atrito);
- Corona (energiza por alta tensão);
Polimeração da tinta apó sobre o metal
Após a pintura, o alumínio entra em uma estufa onde é aquecido a 200ºC. Assim, a tinta em pó funde sobre
funde sobre o metal e se polimeriza, formando uma película média em torno de 60 a 70 micra, com excelênte aderência
sobre o alumínio cromatizado.
De acordo com a QUALICOAT (Quality Label for Paint and Powder Coatings on Aluminium for Architectural
Applications), a camada de tinta a pó polimerizada sobre o metal, pode variar de 40 a 120 micra.
O alumínio pintado com tinta a pó poliester, por possuir a camada de cromo protetora e uma grossa espessura de tinta
polimerizada, pode ser usada em qualquer zona (marítima, industrial, etc.).
NORMAS E TESTES DE CONFORMIDADE
Atualmente, no Brasil, existe na ABNT o projeto norma 01:803.01-001, "tratamento de superfície do alumínio
e suas ligas - revestimento orgânico", para pintura sobre o alumínio destinado à Arquitetura, o qual
chama outras normas já existentes e seus testes de conformidade.
A Prodec Prot. e Dec de Metais LTDA., está aplicando a tinta a pó Poliester no Brasil, conforme exigência
da Qualicoat e da norma Inglesa BS64696 (British Standard), as quais espercificam os requisitos mínimos que devem
satisfazer:
- Matéria prima, instalações e equipamentos da fábrica de tinta a pó;
- Materiais de revestimento (pó qualificado);
- Materiais a serem revestidos, somente liga de alumínio com 98,5%;
- Insatlações e controle de processo do aplicador;
- Produto acabado (testes de conformidade);
Certifica o Fabricante de Tinta a Pó
Somente é outorgada ao fabricante auditado, a aprovação de uma tinta a pó e/ou família de tinta se os resultados
dos teste de 01 a14, exigidos pela norma, forem aprovados em um laboratório de um instituto reconhecido pela
comissão executiva. Os painéis pintados são submetidos aos seguintes testes:
| Teste |
BS 6496 |
| 1. Brilho (Gloss Meter 60º) |
3900-D5 |
| 2. Espessura do revestimento após a polimerização |
3900-C5 |
| 3. Aderência da tinta sobre o metal (corte cruzado) |
3900-E6 |
| 4. Dureza da pelicula polimerizada |
3900-E2 |
| 5.Teste de embutimento |
3900-E4 |
| 6. Resistência ao dobramento (mandril cônico) |
3900-E1 |
| 7. Teste de impacto |
6496-16 |
| 8. Teste Kesternich (Zona Industrial 0,2 L SO2) |
3900-F8 |
| 9. Teste de névoa salina (Zona marítima, 5% de NaCl) |
6496-15 |
| 10. Teste de Intemperismo acelerado (2000 horas ao u.v.) |
3900-F3 |
| 11. Resistência a argamassa |
6496-14 |
| 12. Resistência a água em ebulição (panela de pressão) |
6496-17 |
| 13. Teste de polimerização com solvente orgânico |
6496 |
| 14. Atmosfera constante de água condensada |
3900-F2 |
Certifica o aplicador da tinta em pó
O certificado somente será outorgado ao aplicador auditado se as instalações, equipamentos e procedimentos
atenderem as especificações da British Standard e Qualicoat - seções C e D -, e que o layout dos equipamentos
seja projetado para evitar qualquer contaminação durante a aplicação.
C1- Armazenamento das peças de alumínio a serem tratadas, protegidas contra condensação e sujeiras, afastadas
dos banhos do Pré-Tratamento.
C2- Pré-Tratamento:
- Desengraxamento alcalino e neutralização ácida
- Cromatização do alumínio ou fosfocromação (camada amorfa mínima de 0,4gr/m2)
- Secagem após a cromatização ao ar quente (65 a 85ºC para fosfato crômico e 60ºC para cromatização amarela)
aplicando a tinta em pó na seqüência (em até 24 horas).
C3- Estufa, aquecimento do alumínio após a aplicação da pintura:
- Controle da temperatura do metal, através de termógrafo de 4 em 4 horas
- Temperatura do metal a ser atingida para a polimerização da tinta
- 200ºC e permanecer durante 10 minutos ou
- 190ºC e permanecer durante 15 minutos ou
- 180ºC e permanecer durante 20 minutos
C4- Laboratório, o aplicador deverá fazer analises químicas e testes de conformidade:
- Análise dos banhos de pré tratamento e cromatizante.
- testes de conformidade: espessura, impacto, aderência seca, aderência úmida, brilho, dobramento,
embutimento e dureza
Algumas observações sobre os testes acima:
1. Medição de espessura da tinta polimerizada sobre o metal, que deverá ser de 40 a 120 micra (média
60 micra)
2. Testes de aderência da tinta sobre o metal, que avaliam o pré-tratamento (cromatização)
3. Teste de impacto e dobramento avaliam se a tinta foi totalmente polimerizada na estufa
4. Os testes de intemperismo (raios ultravioleta) deverá ser feito e controlado pelo fabricante da tinta
D- Tinta a pó a ser utilizada:
- Aplicar somente pó aprovado pela Qualicoat e British Standard
- Controle do estoque de pó, observando a validade oferecida pelo fabricante, solicitanto revalidação
após vencimento
- Utilizar no máximo 50% de pó recuperado em mistura com pó novo
CUIDADOS COM AS ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO PINTADAS DURANTE A OBRA E SUA CONSERVAÇÃO POSTERIOR
- Argamassa
Peças pintadas que foram atingidas por argamassa não devem ser esfregadas para que a areia não atrite com
o alumínio. Deve-se jogar água e esfarelar a argamassa com o dedo.
Existem no mercado produtos levemente ácidos (ácido acético, por exemplo) que não atacam a pintura e ajudam
a esfarelar os respingos de argamassa.
- Tinta Látex
Deve-se remover respingos de tinta látex com um pano umedecido em álcool. Não utilize, sob hipótese alguma,
outros solventes como thinner ou acetona. Não utilize o álcool, porém, como produto de limpeza, mas apenas
para esta tarefa.
- Peças com Arranhões
Em peças leves deve-se utilizar cera de polir automotiva do tipo Grand Prix. Para peças mais pesadas
usa-se massa de polir automotiva nº 2. Neste segundo caso, costuma-se perder o brilho da esquadria, mas isso
pode ser melhorado com a aplicação posterior de cera Grand Prix.
- Peças danificadas e necessitando retoques
Peças pintadas que sofrem batidas fortes a ponto de aparecer o metal base deverão ser lixadas no local
(lixa nº 300 ou 400), limpar com pano umedecido em álcool e aplicar a tinta líquida retoque (alquídica
modificada ou poliuretana). No entanto, seu uso é somente local e não para grandes áreas, por sua qualidade
(dureza) inferior à da pelicula curada em estufa.
- Fitas adesivas para a proteção de caixilhos durante obras
Estas deverão ter garantia de resistência a raios solares, para não aderirem demasiadamente ou ressecarem
sobre as peças pintadas até sua remoção.
- Conservação
Após a entrega da obra, a limpeza deverá ser feita periodicamente conforme a zona aplicada:
Zona de agressividade alta ou excessiva (Industrial, Marítma) >> Trimestralmente
Zona de agressividade baixa ou méida (Zonas Urbana e Rural) >> a cada 18 meses
Utilizar na limpeza 5% de detergente neutro diluido em água, aplicando com esponja macia
VANTAGENS DA PINTURA ELETROSTÁTICA A PÓ EM RELAÇÃO À ANODIZAÇÃO
- Proporciona maior quantidade de cores aos arquitetos
- Maior uniformidade da cor
- Cobre defeitos de veias de extrusão e ligas, saliente na anodização
- Maior resistência a produtos ácidos e alcalinos
- Maior resistência nas zonas industriais
- Pode ser retocado com tinta líquida
- Não há perda de peso proveniente do pré-tratamento
- A camada obitida pode ser usada em qualquer zona, enquadrando assim as esquadrias padronizadas dentro das
normas, já que são vendidas sem que se saiba seu destino.
- Para zona industrial e marítima o custo da pintura branca é inferior à anodizada Classe A18 e A23
DESVANTAGENS
- Menor resistência a abrasão
- Possibilidade de sofrer corrosão filiforme em zona agressiva, principalmente mista (marítima e industrial),
obrigando o serralheiro a utilzar silicone neutro junto aos cortes e usinagem a fim de evitar tais transtornos.
- Maior "perda de cor" para cores cromáticas (verde, vermelho, azul).
|
|